Análise da assistência de enfermagem em salas de vacinação
Turma VII (2023)
Aluno (a): SAMARA DOS REIS NEPOMUCENO
Orientador (a): Profª. Drª. Emília Soares Chaves Rouberte
Objetivo: Analisar a assistência de enfermagem prestada em salas de vacinação. Método: Estudo descritivo, transversal, observacional e com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada em 24 salas de vacinas situadas em três municípios do Maciço de Baturité, Ceará, Brasil. Optou-se por nomear os municípios em A, B e C de modo aleatório para promover a confidencialidade dos participantes e das unidades pesquisadas. A população do estudo foi composta por todos os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, que estavam em exercício profissional nos referidos serviços, totalizando 55 participantes. A coleta de dados foi realizada em abril e maio de 2023, em quatro etapas: questionário para verificação do perfil sociodemográfico e profissional dos participantes; roteiro de observação da assistência aplicado em todo o processo de imunização; a terceira etapa consistiu em questionário de autopreenchimento pelos profissionais observados e, ao final, houve a construção da Matriz SWOT pelos enfermeiros responsáveis pela sala de vacinação. Os dados foram armazenados no Excel e analisados no software Statistical Package for Social Sciences, versão 20.0. A pesquisa recebeu aprovação do Comitê de Ética da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (n.o do parecer 6.018.805/2023). Resultados: Observaram-se 257 atendimentos de imunização, em 24 salas de vacinas, com predomínio de profissionais do sexo feminino (98,18%). Os resultados foram apresentados de modo sequencial à coleta de dados. Nas práticas de triagem e registro de imunizações observadas, houve destaque nas condutas inadequadas referentes à anamnese da ocorrência de eventos adversos (98,76%), identificação de imunodeficiência ou gestação (98,36%) e de terapias imunossupressoras (98,36%) para vacinas atenuadas, sobre alergias (100%), presença de febre (99,22%), hemotransfusão (100%) ou alguma situação que contraindique a vacinação (97,67%) e retorno à unidade de saúde caso apresente eventos adversos (99,61%). Quanto ao preparo do imunizante, a maioria dos profissionais não higienizou as mãos antes do preparo da vacina (66,54%) e não registrou data e hora de abertura de frascos multidoses (61,09%). Referente à administração de vacinas, evidenciou-se que a maioria dos profissionais não higienizou as mãos antes (98,44%) e nem após (89,88%) a administração das vacinas. Quanto às informações disponibilizadas pelos técnicos ou auxiliares de enfermagem sobre a assistência prestada pelo enfermeiro responsável pela sala de vacinação, evidenciou-se que a maioria está ausente na solicitação dos imunobiológicos (51,72%), no monitoramento diário da temperatura do equipamento de refrigeração (79,31%), na verificação da organização adequada das salas de vacinas (51,72%), na observação das vacinas realizada por técnicos e auxiliares (51,72%) e na carência de educação permanente (55,17%). No que diz respeito às facilidades no gerenciamento da sala de vacina, houve predominância na qualidade da equipe (47,83%), comunicação eficaz (43,48%) e treinamento e atualização (39,13%). Quanto às oportunidades, as principais apontadas foram treinamento e comunicação (44,44%) e campanhas (22,22%). Referente às fragilidades, as principais foram escassez de insumos e/ou imunizantes, interesse em imunizar, supervisão inadequada e estrutura, todas pontuando 26,09%. Observou-se como as mais acentuadas dificuldades questões sobre o imunógeno (54,55%) e estrutura física (45,45%). Conclusão: O estudo permitiu identificar as fragilidades que interferem na qualidade e segurança da assistência de enfermagem e dos seus procedimentos associados em salas de vacinação, apontando a necessidade de implementação de medidas que visem ao aumento das práticas seguras e melhorias da assistência de enfermagem no âmbito da atenção primária em saúde.